As diferenças em posições doutrinárias do Papa Francisco e seus antecessores – Como distinguir as opiniões pessoais e magisteriais e como seguir ou negar o que não está conforme o SAGRADO MAGISTÉRIO ?



Sandro Magister é um jornalista de leitura obrigatória quando se trata de Vaticano.

Bom, eu concordo plenamente com o relato de Magister.  E destaco dois termos que ele usou: telecracia e demoscopia. 

Telecracia é o poder da mídia que subsuttui a democracia e demoscopia é o poder das pesquisas de opinião que substituem os princípios.

Ao que parece Magister quer sugerir que Francisco deixou-se dominar pela telecracia da demoscopia. 

*GRIFOS DO AUTOR DO BLOG BERAKASH: Não podemos confundir opiniões pessoais dos Papas (Que estão sujeitas a erros e revisões) com o Magistério da Igreja.E entre a opinião pessoal e magisterial, optemos pelo magistério infalível da Igreja.




Não tenho tempo para traduzir todo o texto de Magister, mas aqui vão alguns pontos relevantes:

1)-Ele diz que quatro momentos revelam Francisco e suas diferenças com os antecessores:



a)-A entrevista do papa Jorge Mario Bergoglio para “La Civiltà Cattolica”,

b)-A sua carta em resposta às perguntas dirigidas a ele publicamente por Eugenio Scalfari, o fundador do jornal secular jornal italiano “La Repubblica”,

c)-A sua subseqüente conversa-entrevista com Scalfari,

d)- E outra carta em resposta a outro campeão do ateísmo militante, o matemático Piergiorgio Odifreddi, esta última escrita não pelo atual papa, mas por Bento XVI.


2)-Sobre aborto e casamento gay:



Houve, no entanto, em Karol Wojtyla, Joseph Ratzinger, e pastores como Ruini ou nos Estados Unidos, os cardeais Francis George e Timothy Dolan “a intuição de que a proclamação do Evangelho de hoje não poderia ser separada de uma interpretação crítica do avanço da nova visão do homem, em contraste radical com o homem criado por Deus à sua imagem e semelhança, e de uma ação conseqüente da liderança pastoral.”

E é aqui que o papa Francisco se distancia:


Ele mostra-se convencido de que “é mais vantajoso responder aos desafios do presente com o simples anúncio da misericórdia de Deus, daquele Deus que “faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre os justos e sobre o injusto “.


3)-Sobre a consciência como guia do certo e errado:


Tendo recebido e publicado a carta de resposta do Bergoglio, Scalfari disse satisfeito:”Uma abertura para a cultura moderna e secular desta amplitude , uma visão tão profunda entre a consciência e a sua autonomia, nunca foi ouvida da cadeira de São Pedro “.Ao afirmar isso, Scalfari estava se referindo, em particular, ao que o Papa Francisco tinha escrito para ele sobre o “primado da consciência.”


E alguns leitores atentos se perguntaram como uma definição tão subjetiva de consciência, em que o indivíduo aparece como o único critério de decisão , pode ser conciliado com a idéia de consciência como a jornada do homem em direção à verdade , uma idéia desenvolvida por séculos de teologia e reflexão, de Agostinho a Newman, e com a força ministerial reiterada por Bento XVI.Mas na conversa posterior com Scalfari , o papa Francisco foi ainda mais drástico na redução da consciência a um ato meramente subjetivo e pessoal:


“Cada um de nós tem sua própria visão do bem e do mal e deve optar por seguir o bom e para lutar contra o mal, como ele entende. Isso seria o suficiente para mudar o mundo. “


Não é de estranhar, portanto, que o ateu Scalfari escreveu que ele  concorda plenamente com as palavras de Bergoglio sobre consciência.


4)-Sobre o  proseletismo:


“Nosso objetivo não é o proselitismo , mas de ouvir as necessidades , os desejos, as decepções, o desespero , a esperança . Devemos trazer a esperança de volta para os jovens, ajudar o velho , se abrir para o futuro, fazer o amor se espalhar. Devemos incluir os excluídos e pregar a paz . O Vaticano II, inspirado pelo Papa João XXIII e Paulo VI , decidiu olhar para o futuro com um espírito moderno e abrir-se a cultura moderna. Os Padres conciliares sabiam que a abertura à cultura moderna significava o ecumenismo religioso e diálogo com os não crentes . Depois disso, muito pouco foi feito nessa direção;tenho a humildade e a ambição de querer fazê-lo .”


Não há nada neste programa do pontificado de Francisco que poderiam vir a ser inaceitável para a opinião secular dominante:



No seu julgamento de que João Paulo II e Bento XVI fizeram ” muito pouco ” na abertura ao espírito moderno está em linha com esta opinião . O segredo da popularidade de Francisco está na generosidade com a qual ele admite que as expectativas de “cultura moderna” e na astúcia com que ele evita o que poderia tornar-se um sinal de contradição.


Neste ponto ele decisivamente distancia-se de seus antecessores , inclusive de Paulo VI. 
Há uma passagem na homilia que o então arcebispo de Munique, Ratzinger pronunciou por ocasião da morte do Papa Giovanni Battista Montini , em 10 de agosto de 1978, o que é extremamente esclarecedor , em parte por conta de sua referência “à consciência que é medida pela verdade “:


Paulo VI resistiu à telecracia e à demoscopia, os dois poderes ditatoriais do presente(Sua encíclica Humanae Vitae, lançada em plena revolução sexual é sua testemunha ocular).



“Ele foi capaz de fazê-lo , porque ele não considerou o sucesso e aprovação como parâmetro, mas sim a consciência , que é medida pela verdade, e pela fé é por isso que em muitas ocasiões que ele buscava acordos, deixava a fé aberta…e é por isso também que ele foi capaz de ser inflexível e decisivo quando o que estava em jogo era a tradição essencial da Igreja, nele esta resistência não derivam da falta de sensibilidade de alguém cuja jornada é ditada pelo prazer de poder e pelo desprezo pelas pessoas, mas a partir da profundidade da fé , que o fez capaz de suportar a oposição”.


5)-O texto de Magister destaca a grande diferença na hora de lidar com os ateus entre Bento XVI e Francisco, explícitas nas duas cartas que eles fizeram aos ateus:
O Papa Bento XVI é mais incisivo na defesa da fé cristã e da Doutrina. 


Eu mostrei todas as cartas aqui no blog. Clique aqui para a de Francisco e aqui para a de Bento XVI.
6)- A carta é finalizada com a atitude de Francisco em limitar a adoção da rito antigo da liturgia entre os Frades Franciscanos:
Magister diz que o Bsnto XVI teria dito aos próximos que a ação de Francisco foi um “vulnus” (ferida) no “Summorum Pontificum.” que ele definiu em 2007.

Leiam todo o texto de Magister, é muito bom e revelador, apesar. de que muita gente, inclusive eu, já ter dito mais ou menos o que ele diz, mas o texto dele chega muito mais longe.

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A NOVA PARÓQUIA A PARTIR DO DOCUMENTO DE APARECIDA: Paróquia é Comunidade de Comunidades – Como trazer para a Comunidade Paroquial, grupos que se dizem Cristãos e Católicos, mas não estão em unidade com a Paróquia local?




Metodologia: Ver, julgar e agir.

I-Ver o problema (Analise):

É uma realidade comum em diversas paróquias do Brasil e do mundo, grupos de católicos que não se enquadram nas pastorais, mas servem e querem servir a Igreja local e universal.Existem três tipos mais comuns:


1)- Os tradicionalistas: São pessoas com boa formação doutrinária, que poderiam ser usados, na Catequese. Reúnem-se em grupos nas próprias casas, dão cursos sobre doutrina Católica de forma independente.São geralmente oriundos das Classes média e altas. Preferem as missas no rito Tridentino, sem palmas, expressões corporais e sem os instrumentos musicais modernos (Bateria,guitarra,teclado e outros instrumentos de percussão).Quando assistem as missas no Rito de Paulo VI durante as homilias se retiram para orações, leituras e meditações pessoais, retornando apenas na liturgia Eucarística.Servem a Igreja de forma Isolada, geralmente na evangelização com os modernos meios de comunicação, palestras e cursos.Os mais radicais são Sede Vacantistas e não aceitam o Concílio Vaticano II.

2)- Os Carismáticos:Na sua grande maioria hoje já estão mais próximos a paróquia e prestando serviço a mesma nas pastorais.Mas ainda existem grupos que por alguma desavença com o pároco ou algum(s) membro(s) de pastoral, ou mesmo até por não concordar com a metodologia pastoral, se afastam levando alguns simpatizantes, ou formando grupos de oração em residências, condomínios,prédios públicos e ou alugados.São execelentes no serviço de animação, pois são muito espontâneos
3)- As Comunidades Eclesiais de Base:
O futuro sobre o qual está depositado a esperança das CEBs é a fidelidade às orientações do Magistério que governa a Igreja”, afirmava o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal Eugenio Sales.
O arcebispo emérito escreveu um artigo sobre as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) – veiculado pelo portal da arquidiocese do Rio no dia 17 de junho – no contexto da realização, a 7 de agosto, em Natal, Rio Grande do Norte, do 2º Encontro de integrantes do então Movimento de Natal.
Dom Eugenio recordava “duas iniciativas deste trabalho que, na década de 50, impulsionaram o surgimento das Comunidades de Base no Brasil”.
Trata-se “da experiência da cidade de São Paulo do Potengi com a criação de núcleos de comunidades para o cultivo da vida cristã e a de educação pelo rádio”.

Segundo Dom Eugenio Sales, à medida que se desenvolvem e crescem as Comunidades Eclesiais de Base, “manda a prudência cristã que haja vigilância na defesa de suas características essenciais”.

“A eficácia desse admirável instrumento de evangelização, proporcionado pelo Espírito Santo, dependerá da preservação de sua identidade religiosa”, afirma.

O arcebispo destacava o imperativo da fidelidade às orientações da Igreja.

As CEBs “são parte integrante das paróquias e estas, das comunidades diocesanas que estão sob a direção dos Bispos e do Sucessor de Pedro, o Santo Padre”.
Qualquer procedimento discordante constitui uma traição e uma ruptura, com a separação do tronco e a supressão da seiva divina. Como está expresso no Documento de Aparecida:
“As comunidades eclesiais de base, no seguimento missionário de Jesus, têm a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade e a orientação de seus pastores como guia que assegura a comunhão eclesial’ (nº 179)”, recorda o prelado.
Ao reconhecer que há perigo de desvios, o cardeal Eugenio Sales recorda o documento que João Paulo II deixou para os líderes das CEBs, em sua viagem ao país de 1980.
Dizia o Papa João Paulo II:
“Sublinho, também, esta eclesialidade, porque o perigo de atenuar essa dimensão, de deixá-la desaparecer em benefício de outras, não é nem irreal nem remoto. Antes, é sempre atual. É particularmente insistente o risco de intromissão do político.’Diante da “importância dessa atividade religiosa, é dever do Bispo e de milhares de integrantes das Comunidades Eclesiais de Base zelar pela observância dos rumos dados pelo Magistério”.Para esses cristãos, vale mais a autonomia e a autodeterminação .Trata-se de um comportamento oposto ao verdadeiro ‘sentire cum Ecclesia’, ‘sentir com a Igreja. Porém,“Não há oposição às Comunidades Eclesiais de Base, quando estas são verdadeiras(Cristãs e Católicas)”.
II – Julgar:
As comunidades, são as pessoas; a vida eclesial.
A Igreja só tem dois caminhos: ela só pode ser uma Igreja Viva ou morta. Uma Igreja morta é composta por várias comunidades que não deveriam receber o título de comunidade.
Uma comunidade é um povoado, um grupo de pessoas que habitam no mesmo local e lá se reúnem para rezar, para realizar entre si os ensinamentos cristãos, onde se preparam para receberem os sacramentos em suas vidas, onde entram em comunhão com a Santa Mãe Igreja.
Caso contrário, nós não teremos comunidades. Teremos apenas um espaço onde vivem e moram várias pessoas, e não comunidade. A comunidade sou eu, é você, e juntos podemos afirmar: NÓS FORMAMOS UMA COMUNIDADE DE VIDA.
Uma comunidade de vida é um grupo onde encontramos agentes de pastoral, membros das Comunidades Novas e dos Movimentos de Igreja, pessoas comprometidas com os ensinamentos do Evangelho de Jesus. Comprometer-se é assumir o desafio. Assumir o desafio é acolher e aceitar em sua vida Jesus Cristo como a única verdade a ser seguida. Sendo ele a única verdade, não devemos escolher caminhos contrários que se apresentam para nós com falsas idéias, com falsas ideologias, com falsos ensinamentos.
Tudo aquilo que vai contra os ensinamentos de Jesus, é uma mentira e deve ser rejeitada.
A rejeição a centralidade de Jesus não deve existir. Só é possível esta rejeição quando fugirmos de nós mesmos, fugirmos do encontro com Deus e passamos a perder em nossa vida o que nós chamamos de fé.
Em contra partida a fé é o ponto de ligação entre eu e Deus, entre eu e o outro, entre eu e a Igreja.
III – Agir:
O Novo Modêlo de paróquia hoje é: “Paróquia a Comunidade de Comunidades.”


A Igreja é a grande Mãe. A Igreja é aquela que abre os braços para nos acolher, para nos compreender, para nos entender e principalmente para nos ensinar.
Depois de acolhidos nós somos capacitados, somos formados, somos ensinados a cerca da verdade cristã. Esses ensinamentos se fazem presentes em nossa vida em vários momentos do nosso dia-a-dia, nos nossos encontros, na Santa Eucaristia, nas nossas reuniões, nos nossos grupos de pastorais. Em todos esses momentos a Igreja forma. E a formação é um ponto necessário para que a gente possa compreender o meu sentido, o meu papel dentro da vida de minha paróquia.
Conservemos em nossas mentes, em nossas vidas, baseados nos ensinamentos de Jesus uma comunidade que caminha em união. Não pensemos uma paróquia separada de todas as comunidades.
Mas dentro do corpo da nossa paróquia nós temos as pequenas ramificações que são as nossas comunidades com os diferentes nomes que nós conhecemos. E cada uma delas lá realiza o seu ofício. Tudo isso fundamentados no que a paróquia oferece. Nossa paróquia não pode ser entendida como ambiente isolado de toda comunidade, porque ela é a própria comunidade.
As comunidades Cristãs mais distantes também formam a nova paróquia: Comunidade de Comunidades, inclusive aquelas separadas da Igreja Católica.

São pessoas que compartilham da mesma verdade de Cristo, da mesma palavra de vida que aqui experimentamos. Não somos melhores e nem piores que ninguém. Porque o olhar que Deus lança sobre nós é um olhar de esperança, que nos faz sentir amados. E diferentemente da nossa situação ele nos ama.Deus ama aquele que vem a Igreja na mesma proporção que ama aquele que não vem.
Deus ama aquele pratica sempre o bem, a verdade e aquele que não pratica o bem e nem faz uso da verdade. Deus ama da mesma forma. Deus não faz distinção de pessoas. A diferença está no tipo de amor que nós oferecemos a Deus. Se você ama mais a Deus do que mim, você está mais propensa a realizar aquilo que Deus pede. E se eu rejeito o amor de Deus em minha vida eu estou mais propenso a realizar aquilo que Deus não pede. Reconheçamos isso: Deus nos ama por igual.
A diferença está no tipo de amor que nós oferecemos a Deus. Se eu amo pouco vou lutar para amar mais. E se muito eu amar, mais eu irei amar a minha igreja, a minha Paróquia, a minha comunidade. E se eu amo, eu sou capaz de me entregar. E se eu me entrego eu realizo um ato de doação. E se eu me dou eu realizo em minha própria vida e deixo acontecer este envio que Deus nos faz. Dois a dois, dez a dez, cinco a cinco para anunciar o evangelho de Deus. Porque se nós anunciamos nós somos hoje e sempre: “discípulos e missionários de Jesus, conscientes do que a nós é permitido e o que não é permitido.”
Sejamos fiéis, sinceros e comprometidos com aquilo que Deus nos pede, sem fazer acepção de pessoas, mas chamando e acolhendo a todos para trabalharem na vinha do Senhor.
Alguns dirão que vão vir e não virão, outros dirão que não virão, e depois irão vir. Não são inimigos, são irmãos.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”

O que é a Escolástica e a Neoescolástica ?



Escolástica ou Escolasticismo (do latim scholasticus, e este por sua vez do grego σχολαστικός [que pertence à escola, instruído]) foi o método de pensamento crítico dominante no ensino nas universidades medievais europeias de cerca de 1100 a 1500.

Não tanto uma filosofia ou uma teologia, como um método de aprendizagem, a escolástica nasceu nas escolas monásticas cristãs1 , de modo a conciliar a fé cristã com um sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega2 .
Colocava uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e resolver contradições.
A obra-prima de Tomás de Aquino, Summa Theologica, é frequentemente vista como exemplo maior da escolástica.
I – O pensamento escolástico:
A escolástica surgiu da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade.
Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé.
Essa linha vai do começo do século IX até ao fim do século XVI, ou seja, até ao fim da Idade Média.

Esse pensamento cristão deve o seu nome às artes ensinadas na altura pelos académicos (escolásticos) nas escolas medievais.

Essas artes podiam ser divididas em:
1)- Trivium (gramática, retórica e dialéctica) e,
2)- Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música).
A escolástica resulta essencialmente do aprofundar da filosofia.3
A filosofia, que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos, sofreu influências da cultura judaica e da cristã a partir do século V, quando pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, em uma tentativa de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico.
Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como Providência e Revelação Divina e Criação a partir do nada, passaram a fazer parte de temáticas filosóficas.
A escolástica possui uma constante de natureza neoplatônica, que conciliava elementos da filosofia de Platão com valores de ordem espiritual, reinterpretadas pelo Ocidente cristão. E mesmo quando Tomás de Aquino introduz elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico, essa constante neoplatônica ainda é presente.4
Basicamente, a questão-chave que vai atravessar todo o pensamento escolástico é a harmonização de duas esferas: a fé e a razão:
1)- O pensamento de Agostinho, mais conservador, defende uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da razão humana.
2)- Enquanto que a linha de Tomás de Aquino defende uma certa autonomia da razão na obtenção de respostas, por força da inovação do aristotelismo, apesar de em nenhum momento negar tal subordinação da razão à fé.5

Para a escolástica, algumas fontes eram fundamentais no aprofundamento de sua reflexão, por exemplo os filósofos antigos, a Bíblia e os Padres da Igreja, autores dos primeiros séculos cristãos que tinham sobre si a autoridade de fé e de santidade.
II – Principais representantes do pensamento escolástico:


Os maiores representantes do pensamento escolástico são os dois pensadores citados acima, que estão separados pelo tempo e pelo espaço:
Agostinho de Hipona, nascido no norte da África no fim do século IV, e Tomás de Aquino, nascido na Itália do século XIII.
Embora seja arriscado dizer que sejam as únicas referências relevantes do período medieval, ambos conseguiram sintetizar questões discutidas através de todo o período:
Agostinho enquanto mestre de opinião relevante e autoridade moral, defendia a busca de explicações racionais que justificassem a fé, e Tomás de Aquino pelo uso de caminhos mais eficazes na obtenção de respostas até então em aberto.
Outros nomes da escolástica são:
Anselmo de Cantuária, Alberto Magno, Robert Grosseteste, Roger Bacon, Boaventura de Bagnoreggio, Pedro Abelardo, Bernardo de Claraval, João Escoto Erígena, John Duns Scot, Jean Buridan, Nicole Oresme.
III – Neoescolástica:
A neoescolástica é a revitalização e o desenvolvimento da filosofia escolástica da Idade Média que ocorreram a partir da segunda metade do século XIX.
Não é só a ressurreição de uma filosofia há muito tempo extinta, mas sim uma regeneração da philosophia perennis ou metafísica, que surgiu na Grécia Antiga e que nunca deixou de existir.
Às vezes, tem sido chamada de “o tomismo neoescolástico”, em parte porque foi Tomás de Aquino que deu forma final à escolástica no século XIII, em parte por causa da ideia de que só o tomismo poderia infundir vitalidade na escolástica do século XX.
Na primeira metade do século XX, importantes escolas neotomistas foram criadas, entre as quais estão as de:
1)-  Leuven (Bélgica),
2)- Laval (Canadá) e,
3)- de Washington (EUA).
Também é comum usar o termo “neoescolástica” para qualificar a escola do século XVI, em Salamanca (Francisco de Vitória, Domingo de Soto, Luis de Molina, ´Francisco Suárez etc.), uma corrente de pensamento de grande influência na história da teologia, filosofia, direito e economia e crucial para a compreensão da cultura espanhola posterior.
É necessário distinguir dois sentidos do termo “neoescolasticismo”:
A tentativa de reviver a tradição da escolástica medieval e seus conceitos fundamentais e, por outro lado, uma escola de pensamento ligada à Igreja Católica que se propunha a realização de uma nova síntese de fé cristã e de racionalidade moderna. A esse respeito, o Papa Leão XIII, em sua encíclica Aeterni Patris (1879), afirmou que a doutrina tomista, desenvolvida por Tomás de Aquino, deve ser a base de toda a filosofia que é considerada cristã.
Com ela, o Papa deu o apoio incondicional da Igreja Católica para o tomismo, promovendo o aparecimento de neoescolástica. Essa encíclica foi parte do movimento realizado pelo Vaticano que abordou os problemas de seu tempo em muitas áreas.
Foi colocada, então, a necessidade de construir uma nova filosofia cristã, pretendendo-se retornar à velha filosofia escolástica. Assim, a neoescolástica tentou resgatar o valor da objetividade contra o relativismo, destacando o valor do realismo contra o idealismo e promover o valor do personalismo.
IV – Corrente tradicional:
Os representantes desse movimento não pretenderam enriquecer a doutrina tomista, mas mostrar aquilo que é eternamente durável em metafísica. Assim, adotaram uma atitude defensiva e desafiante contra os “erros” da modernidade, contra a qual o tomismo ergueu um infalível bastião.
A maioria das obras desse fluxo são escritas em latim, como é o caso de:
1- Tommaso Maria Zigliara (1833-1893), autor italiano de Summa philosophica, em 3 volumes. O Papa Leão XIII nomeou-o cardeal e presidente da Academy of St. Thomas;
2- Albert Farges, autor de Estudos filosóficos, em 9 volumes e um curso de filosofia, adotado como livro-texto para muitos seminários;
3- Reginald Garrigou-Lagrange (1877-1964), autor de Uma síntese tomista e Deus;
4- O cardeal Louis Billot, cujo retorno ao St. Thomas manifestou a sua independência em face de Francisco Suárez (que tem grande influência sobre a neoescolástica alemã).
V – Corrente progressista:
Essa corrente não se contenta em restaurar as antigas doutrinas tomistas, mas tenta incorporar todo o lado bom do pensamento moderno.
Visa a enriquecer o tomismo, mostrando-se severa contra os “erros” do pensamento moderno. A figura central dessa corrente é o cardeal Désiré Félicien-François-Joseph Mercier. Muitas escolas afirmam pertencer a essa tendência progressiva.
VI – Escolas:
A escola histórica do tomismo foi aplicada ao estudo da filosofia medieval e contribuiu para redescobri-la usando os métodos de crítica moderna:
1- Na Bélgica: Maurice De Wulf;
2- Na Alemanha: Martin Grabmann;
3- Na França: Pierre Mandonnet, fundador da Bibliothèque thomiste, Étienne Gilson e Marie-Dominique Chenu;
4- Em Espanha: Miguel Asin Palacios, autor de Estudos comparativos de espiritualidades cristãs e muçulmanas.
VI – Escolas e autores da Escolástica Progressista:
A escola tem como objetivo enriquecer e renovar o tomismo progressiva. O pensamento escolástico se expandiu em todas as áreas, da política à metafísica, da epistemologia à moral.
O principal representante francês dessa tendência, assim como Antonin Sertillanges, é Jacques Maritain.

Ele também destaca o cardeal Joseph Désiré-Félicien-François Mercier, fundador do Instituto Superior de Filosofia da Universidade Católica de Leuven, onde ensinou Joseph Maréchal.
Finalmente, a neoescolástica italiana da Escola de Milão, fundada por Agostino Gemelli, fundador da Revue de filosofia escolástica.
Enfrentaram o positivismo científico e o idealismo hegeliano de Benedetto Croce e Giovanni Gentile. Atualmente, o trabalho dessa escola é centrado em torno das ligações entre tomismo e as tendências atuais, como a fenomenologia, particularmente a obra de Emmanuel Falque.
VII – Crítica
A escola crítica tende a enfatizar os pontos fracos do tomismo e considera algumas das 24 teses como meramente prováveis.
Por exemplo, Peter Descoqs criticou o hilemorfismo e discutiu a distinção entre essência e existência.
VIII – Elementos tradicionais
A neoescolástica procura restaurar as doutrinas orgânicas fundamentais consagradas na escolástica do século XIII. Ela argumenta que a filosofia não varia de acordo com cada fase da história e que, se os grandes pensadores medievais (Tomás de Aquino, Boaventura e John Duns Scotus Fidanza) conseguiram construir um sistema filosófico sólido sobre as informações fornecidas pelos gregos, especialmente Aristóteles, deve ser possível elevar o espírito da verdade que contém a especulação da Idade Média.
IX- Visões externas:
1)- Émile Boutroux pensou que o sistema aristotélico poderia servir como uma compensação ao kantismo.
2)- Paulsen e Rudolf Christoph Friedrich declararam a neoescolástica como o rival do kantismo e afirmaram o conflito entre eles como o “choque de dois mundos”.
3)- Adolf von Harnack, Seeberg e outros argumentaram contra subestimar o valor da doutrina escolástica.
4)- No final do século XIX, a neoescolástica ganhou terreno entre os católicos contra outros pontos de vista, como o tradicionalismo, o ontologismo, o dualismo de Anton Günther e o pensamento cartesiano. Foi aprovada em quatro congressos católicos: Paris (1891), Bruxelas (1895), Freiburg (1897) e Munique (1900).
Referências
↑ Steven P. Marone, “Medieval philosophy in context” in A. S. McGrade, ed., The Cambridge Companion to Medieval Philosophy (Cambridge: Cambridge University Press, 2003); Jean Leclerq, The Love of Learning and the Desire for God (New York: Fordham University Press, 1970) esp. 89; 238ff.
↑ SPINELLI, Miguel. Herança Grega dos Filósofos Medievais São Paulo: Hucitec, 2013.
↑ Escolástica e Idade Média. UOL, página acessada em 30 de abril de 2013.
↑ Síntese da escolástica. Consciência.org, página acessada em 30 de abril de 2013.
↑ Filosofia medieval. Sua Pesquisa, página acessada em 30 de abril de 2013.

Fonte: Wikipedia

A Contra Reforma Católica teria tido o sucesso que teve sem a invenção da Imprensa e o investimento na Educação e Missão que a Igreja da época fez ?

A Igreja Católica, no século XVI, vivia uma situação que era muito difícil.
Ela havia perdido espaço na Alemanha, Inglaterra e nos países escandinavos e estava em recuo na também na França, nos Países Baixos, na Áustria e na Hungria. Isto tudo devido ao avanço do protestantismo começado por Lutero e que tomou grandes proporções em toda Europa.
Diante dessa situação, a Igreja Católica estabeleceu a Contra-Reforma, desenvolvendo um conjunto de medidas abrangendo  três  correntes de ações:
1)-Atuar contra a expansão do Protestantismo e consequente divisão da Cristantade.

2)-Investir na educação e reforma moral do Clero e dos leigos Cristãos e não Cristãos
2)-Promover novas formas de expansão da fé católica através das Missões.

A Contra-Reforma
A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma resposta da Igreja Católica em meio a essa crescente onda do protestantismo. De maneira geral, essa resposta consistiu em um conjunto de ações inspiradas por Deus e desenvolvidas pela Igreja Católica, na qual perdura a promessa de que as portas do inferno jamais prevalecerão.
Diante dos movimentos protestantes, a primeira reação da Igreja católica foi punir os rebeldes, na esperança de que as idéias reformistas não se espalhassem mais e a Igreja Católica recuperasse a unidade perdida.
Assim, em meados do século XVI, ela reativou os tribunais da Inquisição, que haviam criado no ano de 1231, e que, com o tempo, haviam sido extintos em vários países.
Os Tribunais da Inquisição foram instaurados pelo Tribunal do Santo Oficio, outra instituição eclesiástica criada na Contra-Reforma que tinha como objetivo combater os desvios dos fiéis católicos e o crescimento de outras denominações religiosas.
Essa tática, entretanto, não obteve bons resultados, pois não resolvia o principal motivador da reforma protestante:
“A corrupção do alto clero com a venda de objetos sagrados, relíquias(Simonia) e a questão sobre as indulgências.”
Neste sentido, a Igreja, para organizar-se internamente e definir com clareza sua doutrina, organizou o Concílio de Trento (1545-1563).
Segundo Pe. José Besen (2004), este Concílio teve uma história demorada, com muitos conflitos de interesses, a constante oposição de príncipes protestantes e desacordos entre o papa e o imperador Carlos V.
Contudo, os 18 anos de duração do Concílio ofereceram à Igreja verdadeiros instrumentos de renovação e reforma, dando-lhe uma nova forma, dentre os quais pode-se citar:
1)– A organização e a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar-se em seminários;
2)- Cada diocese devia ter seu Seminário e selecionar melhor seus candidatos ao sacerdócio;
3)- Não podiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos;
4)- Estabeleceu-se que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja;
5)- Reafirmou-se de forma clara e verdadeira a sacramentalidade e indissolubilidade do matrimônio, as Santas indulgências, o culto aos santos, às relíquias e imagens;
6)- Apenas o Magistério da Igreja estava autorizado a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das boas obras, o culto à Virgem Maria e às imagens;
7)- Reafirmação da infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação eucarística, indo além da mera Consubstanciação protestante defendida por Lutero.
Após o Concilio de Trento, a Igreja Católica teve um vigoroso impulso à vida religiosa.
Fugindo da tentação do luxo e das artes, definiu-se como missão essencial da Igreja e de seus pastores a salvação das almas:
“seja lei suprema a salvação das almas”
Para difundir a fé Católica, a partir da Contra-Reforma, surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus (os Jesuítas), fundada por Ignácio de Loyola em 1534.
Os Jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneceram católicos e desenvolveram ações para barrar o avanço do protestantismo pelo mundo.
Eles criavam escolas, onde foram educados filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.
Segundo o historiador Daniel-Rops,
“Já na segunda metade do século XV, tudo o que havia de mais representativo entre os católicos, todos os que tinham verdadeiramente consciência da situação, reclamavam a reforma, por vezes num tom de violência feroz, e mais frequentemente como um ato de fé nos destinos eternos da ‘Ecclesia Mater’.”
Na Alemanha destacava-se Nicolau de Cusa, mas a Espanha foi que sobressaiu-se como vanguarda da Reforma Católica em fins do século XV.
Os reis católicos consideraram a reforma eclesiástica como uma parte essencial da restauração do Estado, o que norteou a sua política.
O Cardeal Cisneros, com a aprovação da monarquia, reformou os franciscanos com São Pedro de Alcântara e a vida monástica, em especial a dos beneditinos naquele país.
A Universidade de Alcalá, fundada por Cisneros, foi um grande centro de estudos teológicos e humanísticos e fez publicar a célebre Bíblia Poliglota Complutense, em seis volumes em 1517editada em hebraico, latim e grego.
A Igreja espanhola, nos primeiras décadas do século XVI era, sem dúvida, a de maior nível espiritual e científico do continente.
A obra de renovação espiritual do clero e do povo levada a efeito por São João de Ávila constitui um capítulo à parte na história religiosa do século XVI. Santa Teresa de Ávila reformou a Ordem do Carmelo 17 e São João da Cruzestendeu a reforma aos frades Carmelitas.
Também na Itália davam-se inquietações por uma renovação cristã, desde o início do século XVI, um grupo de clérigos fervorosos vinha trabalhando para tornar os sacerdotes da sua igreja mais dignos da missão que lhes cabia.
Ali surgiram a Ordem dos Teatinos (1524), austeros e ascéticos, fundados pelos Cardeais Caetano de Thiene e Carafa, dentre os desta ordem se destacaria também Santo André Avelino que pelo seu zelo receberia encargos reformardores, dentre eles o de reformar os costumes do mosteiro feminino de Sant’Arcangelo a Baiano.


Também são desta época a Ordem dos Barnabitas (do claustro de São Barnabé (1534), fundada porAntônio Maria Zaccaria, auxiliado por Bartolomeu Ferreira e Morigia com o escopo de educar a juventude e pregar missões; os Somascos (a primeira casa foi em Somasca), fundados por S.Jerônimo Emiliano, fidalgo veneziano, com alguns padres lombardos, com a finalidade de cuidar dos órfãos, dos pobres e doentes; os Oratorianos, de São Filipe Néri e do Cardeal Bérulle; os Oblatos de Santo Ambrósio idealizados por Carlos Borromeu para atender à cura d’almas e auxiliar o Arcebispo de Milão; os Capuchinhos como um novo tronco dos Franciscanos, alcançando grande popularidade pela austeridade de vida, dedicação ao ensino, aos pobres e doentes, as Ursulinas de Angela Merici, em Bréscia e a Congregação de Nossa Senhora, para formar educadoras de moças, segundo as normas de Pedro Fourier, dentre outras organizações religiosas, foram manifestação da renovação da vida espiritual e do ânimo reformista na Igreja Católica neste período.
O apogeu da Reforma católica, no entanto, se deu com os papas reformistas.



O primeiro deles foi Adriano VI (1522 a 1523), que procurou moralizar os costumes da Cúria Romana e combater os desperdícios. Convocou a Dieta de Nuremberg na qual o seu legado reconheceu as culpas da Igreja e procurou estabelecer a união de França e Espanha.
Os papas Paulo III, Paulo IV, Pio V e Sixto V cobriram um período que vai de 1534 a 1590, foram os mais zelosos reformistas que presidiram a Santa Sé desde Gregório VII.
As finanças da Igreja foram reorganizadas e os cargos foram ocupados por padres e religiosos de reconhecida fama de disciplina e austeridade e foram rigorosos com os clérigos que persistiam no vício e no ócio.
A ação dos papas reformistas foi completada com a convocação do Concílio ecuménico que se reuniu na cidade de Trento. Foi sob a ação destes papas que a Reforma Católica alcançou o seu auge.
Quando da sua eleição, o Papa Paulo III (Cardeal Alexandre Farnese) tinha 66 anos e parecia fraco e doente, mas pôs mãos à obra com grande energia. Era um reconhecido diplomata e estadista e decidiu convocar um Concílio.
Começou a reforma da Igreja a partir da própria Cúria.27 Reformou o Colégio Cardinalício nomeando homens como John Fisher, Giacomo Simonetta, Gasparo Contarini, Reginaldo Pole, João Pedro Carafa, Fregoso, Tomás Badia, Gregório Cortese e Giovanni Gerolamo Morone.
Fisher, como Thomas Morus, morreria mártir pelas mãos de Henrique VIII, outros viriam a ser canonizados.
Após reformar o colégio de cardeais, Paulo III empreendeu a reforma do clero e das ordens religiosas, especialmente os agostinhos, os dominicanos e os franciscanos.
O período que se seguiu ao Concílio de Trento foi marcado por uma grande renovação da vida católica.
A Igreja recobrou novo vigor. A reforma fundada nos decretos e nas constituições tridentinas foi levada a efeito pelos papas que se sucederam.


A CONTRIBUIÇÃO DA IMPRENSA,DA EDUCAÇÃO E MISSÃO INTERNA E EXTERNA NA IGREJA:


1)- Publicou-se um Catecismo Romano, bem como por meio da bula Quo Primum tempore, um Missal e um Breviário, por ordem de São Pio V (1566 – 1572), com o auxílio de Frei Bartolomeu dos Mártires e de FreiLuís de Granada. 46 47 S. Pio V deu completa execução aos decretos do Concílio e continuou o saneamento dos costumes da Igreja e fomentou a criação de seminários para dotar os padres de uma cultura mais ampla.
2)-A revisão da Vulgata Latina exigiu muitos estudos e grandes esforços e só foi aprovada no pontificado de Clemente VIII. 46 O espírito tridentino deu oportunidade ao surgimento de bispos exemplares como São Carlos Borromeu, zeloso reformador da Cúria Romana romana enquanto Secretário de Estado e que, mais tarde, estendeu a reforma ao norte da Itália como arcebispo de Milão.
3)-São Filipe de Néri contribuiu para a renovação do espírito cristão fundando a Congregação do Oratório, dedicando-se à educação cristã da juventude e do povo e a obras de caridade.
4)- São José de Calassanz fundou as Escolas Pias e desenvolveu abnegada atividade de formação da juventude entre as classes populares.
5)-São Francisco de Sales difundiu educação moral e a piedade pessoal, através da vida devota  entre os leigos que viviam no meio do mundo.
6)- S. Pedro de Alcântara levou a Reforma Católica a Portugal e muito a auxiliou São Tomás de Vilanova.
7)- Na Alemanha as reformas decretadas pelo concílo não tiveram o beneplácito do imperador Fernando I, mas seu sucessor Maximiliano II da Germânia foi dando publicação aos poucos em todo o império, ali se distinguiram na aplicação das leis eclesiásticas
8)- Daniel Breidel, Jacob d’Elz, Ernesto da Baviera e Teodósio de Fürstenberg, dentre outros. Filipe II de Espanha as publicou com reserva da cláusula salvo os direitos da coroa. A França aceitou com reservas as determinações do concílio apesar dos esforços dos bispos franceses.
9)-Pela ação de missionários como São Francisco de Sales e de pregadores como São Pedro Canísioobteve-se a reconquista religiosa de uma porção importante dos povos do centro europeu, e ainda da Suiça, da Áustria, na Baviera, na Polônia, na Boécia e na Ucrânia. Portugal e Espanha levaram a fé católica para além-mar.
10)- Francisco Xavier e Matteo Ricci levaram o catolicismo ao Japão e à China. A obra da promoção cultural avançou paralelamente com a evangelizadora, enquanto se reunia o concílio já haviam sido fundadas nas Américas tres universidades: a de São Domingos em 1538, as de Lima em 1551 e a do México em 1553.
11)- Também são fruto e consequëncia da Reforma Católica levada a efeito pelo concílio a renovação da arte sacra cristã, com o surgimento do Barroco que é o estilo artístico da Reforma católica, arquitetura, escultura, pintura e a literatura foram impregnados pelo catolicismo barroco.
A cisão cristã definitiva, entretanto, entre católicos e protestantes se deu com o final da Guerra dos Trinta Anos e com a Paz de Vestfália (1648), com ela o avanço da reconquista católica na Alemanha ficou bloqueado, ali estabeleceu-se o princípio cuius regio eius religio, (Cujo Rei, cuja religião),cada um siga a religião de seu príncipe, o que consagrou a fragmentação religiosa germânica num povo dividido em mais de trezentos principados e cidades.
Conclusões:


A contra-reforma não atingiu o seu principal objetivo que era a unidade do cristianismo e embora tenha utilizado diversos meios para chegar a essa unidade, uns que deram certo e outros que não, não impediu o crescimento do protestantismo.
Mas, com a contra-reforma, a Igreja Católica tomou novos rumos e reafirmou a sua vocação que é a salvação de almas.
A Igreja por meio do Concílio de Trento conseguiu, apesar da lentidão em alguns países, moralizar o clero, se libertar do luxo e dos privilégios que este havia obtido com o passar dos anos.
Apesar dessas mudanças na igreja, ainda ficam, até os dias de hoje, as marcas das ações que não deram certo, como a repressão e o derramamento de sangue, frutos das diversas guerras entre católicos e protestantes, que fazem com que muitas vozes de forma ANACRÔNICA, se levantem contra a Igreja Católica, questionando sua doutrina e suas ações nos dias atuais.
Bibliografia
BESEN, Pe. José Artulino. A Reforma da Igreja: O Concílio de Trento. Jornal Missão Jovem. pag. 9 – n.º 191 – mês de Julho – Ano 2004.

BETTENCOURT, Estevão Tavares. Crenças, religiões, igrejas e seitas: quem são? Santo André-SP: Editora o Mensageiro de Santo Antônio, 1999.

FREI BATTISTINI. A Igreja do Deus Vivo: curso bíblico popular sobre a verdadeira Igreja.Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2001.

MOURA, Jaime Francisco de. As diferenças entre a Igreja Católica e Igrejas evangélicas.São José dos Campos-SP: Editora ComDeus, 2005.

WIKIPEDIA – A Enciclopédia Virtual.

Revolução protestante e a suposta corrupção da Igreja Católica – VERDADES E MENTIRAS ?

O que os leitores terão o prazer de ler agora é uma sequência os artigos de Diane Moczar sobre a revolução protestante e a suposta corrupção da Igreja Católica na Idade Média como motivo para isso.
Sobre a autora: Diane Moczar, ph.D, ensina História na Nothern Virginia Community College. Entre as suas obras, destacam-se: Islam at the Gates, sobre a guerra da Europa contra os turco-otomanos, e Ten Dates Every Catholic Should Know.
Uma Igreja corrompida até o topo – Sem exceções?
“A mentira: a Reforma Protestante foi necessária, pois a Igreja Católica estava inteiramente corrompida por imoralidade e falsa doutrina.”
A mentira GENERALISADA e apresentada neste capítulo, assim como outras mentiras históricas, já foi refutada por pesquisas de estudiosos católicos e não católicos.
O problema é que a pesquisa erudita, cuidadosamente conduzida e amparada por numerosas notas de rodapé não é muito atrativa ao leitor comum. Há, no entanto, algumas obras sobre o assunto – de protestantes e católicos, – que são de leitura mais fácil e expõem o tema de modo imparcial.
Para resumir, a versão popular desta mentira é a seguinte:
1)- A reforma era inevitável. (Até mesmo o historiador de arte Sir Kenneth Clark, em sua série de filmes Civilisation, diz, “ela tinha que vir”). No século XVI, a situação na Igreja Católica era intolerável e alguém tinha de fazer alguma coisa. Felizmente, apareceram benfeitores da humanidade como Martinho Lutero, João Calvino e Henrique XVIII, dispostos a cumprir a tarefa de purificar o cristianismo que, há séculos, vinha sendo corrompido pela ganância e superstição dos católicos.
2)- O clero católico era ignorante e moralmente corrupto; vivia em concubinato ou até mesmo em libertinagem e vendia indulgências pelos pecados (ver as cartas dessas indulgências em Contos de Cantuária [ Lisboa, Publicações Europa-América, 1992], de Geoffrey Chaucer). Os mosteiros eram fossas de iniqüidades. Nos níveis mais altos, os clérigos compravam e vendiam seus cargos e influências políticas e eclesiástica. Os papas levavam vidas imorais, em grande luxo, preocupados principalmente com questões políticas. Viviam como príncipes mundanos. Os leigos eram miseráveis ignorantes, prejudicados pelos dízimos e tributos infligidos pelo clero e devotos de superstições que lhes eram ensinadas sobre o pretexto de doutrina. Dificilmente poderiam viver como seres humanos racionais, em razão da sua preocupação com relíquias e com pós-morte e de práticas arcaicas como a Missa.
3)- Entretanto, a corrupção da Igreja era mais evidente na sua doutrina. A vida dos sacerdotes não apenas não se assemelhava em nada à vida dos apóstolos, mas o que eles ensinavam não se baseava nas Escrituras. Indulgências, por exemplo, certamente não estão na Bíblia; todavia, foram uma grande fonte de lucro para o clero corrupto. A Igreja Católica como um todo, com sua misteriosa liturgia, sacramentos mágicos e doutrinas incompreensíveis, não tinha semelhança alguma com aquelas simples comunidades cristãs sobre as quais lemos na Bíblia. Já que, então, a Igreja Católica era incapaz de reformar a si mesma – o concílio chamado de reformista, realizado no século XVI (Quinto Concílio de Latrão) não realizou absolutamente nada -, era o momento de os cristãos devotos, que sabiam o que significava o verdadeiro cristianismo, iniciarem uma mudança radical e uma limpeza completa.
Essa é a história da grande Reforma contada pelos protestantes. Como escreveu um historiador protestante francês, E. G. Leonard, em The Reformation: Revival or Revolution, editado por W. Stanford Reid:
“(…) os protestantes afirmaram por muito tempo, e ainda o fazem ocasionalmente, que a Reforma foi uma reação contra a falta de moral dos padres e os abusos do papado; essa visão baseia-se em um escrito tardio de Lutero, no qual ele afirma que sua revolta começara a partir do momento em que, durante sua visita a Itália, descobriu o horror das práticas vergonhosas de Roma.”
Will Durant, no volume sobre a Reforma da sua obra História da Civilização, aproveita a oportunidade para pintar uma imagem sensacionalista de corrupção generalizada dentro do clero e ainda acrescenta, de maneira maliciosa e astuta:
“precisamos ser justos com aqueles padres luxuriosos e levar em conta que o concubinato sacerdotal não era devassidão, mas sim uma rebelião quase geral contra a regra do celibato, imposta pelo papa Gregório VII a um clero que não a queria.”
Ele chama o celibato de “uma regra arbitrária desconhecida dos apóstolos e do cristianismo oriental”.
Jack L. Arnold, do Third Millenium Ministers, resume de forma sucinta em seu website[1] a descrição convencional do protestantismo evangélico sobre a Era da Reforma:
“A Igreja Católica Romana estava teologicamente doente e sua teologia havia gerado uma corrupção atroz. Estava espiritualmente exausta, debilitada e quase sem vida. Roma se afastara dos ensinamentos da Bíblia e estava mergulhada em heresia.”
Em outro site :justforcatholics.org –  lemos sobre aquela época:
“a Igreja Católica desceu ao fundo dos infernos em matéria de corrupção, ganância, superstição, arrogância e imoralidade”.
Essa visão parece estar consolidada de tal modo na psique moderna que se torna imune a qualquer relato diferente.
E não são apenas os interessados em perpetuar as 33 mil ou mais seitas que foram criadas desde a Reforma, todas trazendo o selo “cristão”, que continuam a papaguear a coleção de mentiras listadas anteriormente.
Até mesmo trabalhos acadêmicos são frequentemente contaminados por visão parcial e generalizante.
Isso levou um crítico literário, ao analisar os melhores estudos recentes sobre a Reforma (The European Reformation, do professor Euan Cameron), a observar que:
“é revigorante encontrar uma obra que não comesse com a premissa de que o protestantismo era inevitável ou até mesmo desejado pelos leigos.”
Quanto aos pastores e fiéis das seitas protestantes, eles estão naturalmente predispostos a aceitar a versão da História que lhes é ensinada por seus livros e semináros e, depois, transmitirem-nas ao seu rebanho.
Anos atrás, perguntei a uma aluna minha onde ela havia aprendido uma determinada mentira sobre a Igreja, que escrevera em um trabalho, e ela respondeu que fora na escola dominical.
Expliquei-lhe pacientemente os fatos, mas foi em vão. Da mesma maneira que muitos protestantes, ela simplesmente “sabia” que a Igreja Católica estava corrompida antes de Lutero e companhia, e as provas em contrário simplesmente entravam por um ouvido e saíam pelo outro.
Suponho que muitos protestantes se prendem a essa idéia porque ela justifica a sua existência.
Se a Igreja Católica não fosse (e continua sendo, é claro) tão corrupta e maléfica, qual seria a razão para se criar novas igrejas?
Os secularistas, naturalmente, alegram-se em comprar qualquer versão da História que denigra a Igreja. Em razão do estreitamento mental dessas pessoas, o estudo imparcial da Igreja Católica pré-Reforma é muito raro.
E quanto aos católicos? Aqui, a situação é também muito ruim.
Os mitos reformistas são parte da cultura americana, e apenas uma minoria de católicos não foi afetada por eles. A má formação também tem culpa: vinte anos atrás, quando eu havia começado a dar aulas, alguns de meus alunos católicos diziam ter aprendido mais sobre religião comigo que nas escolas católicas ou em aulas de educação religiosa. E eu acredito neles; a qualidade da catequese e educação histórica nas escolas católicas e outras instituições passaram por um declínio abissal nos anos 1960 e ainda apresenta um nível muito irregular. Os católicos de hoje estão dispostos a acreditar em qualquer bobagem sobre a Igreja que encontrem em livros didáticos, na mídia ou no ar que respiram.
Se, portanto, protestantes e católicos compram as mesmas mentiras sobre a Reforma, o que podemos fazer?
Primeiramente, devemos ter certeza de que conhecemos os fatos. Em seguida, precisamos entender a razão pela qual poucos avanços são feitos na luta contra as mentiras da História – não somente nessa questão – e tentar lidar de maneira caridosa com os obstáculos que encontramos.
O fenômeno complexo conhecido por Reforma não veio do nada. Foi precedido por mil e quinhentos anos de civilização cristã, desde as primeiras comunidades de fiéis dentro do Império Romano, passando pela lenta conversão da Europa bárbara, até chegar à desenvolvida civilização da Idade Média.
Como discutimos anteriormente, o período medieval viu o esplêndido desenvolvimento da cultura, da educação, dos serviços sociais, das instituições políticas e econômicas, e contou com grande número de santos que atuaram em diversos âmbitos da vida.
Os conturbados séculos que precederam a Reforma
Os dois séculos anteriores ao século XVI, o século da Reforma, foram pontuados por desastres de vários tipos. A Guerra dos Cem Anos havia minado a energia de duas grandes potências, Inglaterra e França. Havia devastado particularmente a França, outrora o centro do pensamento e cultura europeus.
Mudanças climáticas no começo do século XIV trouxeram penúrias deliberantes, e a estas se seguiu a grande pandemia famosa até os tempos modernos: a Peste Negra, que trouxe consigo discórdia social e declínio moral. De acordo com um cronista da época, após a praga seguiu-se uma baixa na qualidade (assim como na quantidade, em muitos locais) do clero e os religiosos. Conforme a doença se espalhava, os padres e os religiosos, bondosos e dedicados, cuidavam dos doentes e enterravam os mortos – contraindo assim a doença e morrendo logo depois.
Os não tão dedicados, no entanto, fugiram para áreas isoladas, onde conseguiam sobreviver. Eles retornaram quando a praga havia acabado para ocupar a vaga deixada pelos padres heróicos que haviam morrido.
O papado também passou por crises sucessivas durante aquele período negro.
Primeiro foi a amarga disputa entre o papa Bonifácio VIII – que não foi um exemplo brilhante de pontífice – e a coroa francesa, sobre a tributação do clero, o que levou a um confronto entre o papa, uma delegação francesa e um grupo de inimigos políticos italianos do papa. Qual deles (provavelmente os italianos) realmente colocou as mãos no velho pontífice e o agrediu no escritório de sua casa de férias? Não se sabe, mas ele retornou a Roma muito abalado e morreu pouco tempo depois do incidente. O papa seguinte, um francês, nunca saiu da França e estabeleceu a corte papal em Avignon, onde ela permaneceu por quase setenta anos. A mudança fazia sentido por certos ângulos, mas não havia como fugir do fato de que esse sucessor de Pedro havia deixado Roma; a cristandade estava escandalizada. (Lembre-se de que a guerra, a praga e a desagradável mudança climática ocorriam na mesma época).
Em Avignon, o governo da Igreja foi muitas vezes dirigido com eficiência, mas a situação anômala impediu a realização de grandes planos como a convocação de um concílio para lidar com os formidáveis problemas da época.
Como observa o historiador Christopher Dawson, em The Dividing of Christendom, a eficiência do sistema de tributação implantado pelo papado de Avignon andou de mãos dadas com o declínio de seu prestígio e poder dentro da cristandade, pois o papado aumentava escandalosamente sua riqueza e crescia em secularismo.
Por fim, em grande parte por causa do “puxão de orelhas” (palavras do papa) de Santa Catarina de Sena, o papa Gregório XI retornou a Roma, em 1337.
Agora a vida e a atividade da Igreja poderiam voltar ao normal – exceto pelo fato de que a guerra ainda estava em curso, os turcos invadiam as regiões costeiras e o deslocamento do papado continuava a afetar muitas áreas da vida européia.
A volta à normalidade não ocorreu. O papa morreu logo após o retorno a Roma, e o papa eleito em seguida foi rapidamente rejeitado por um grupo de cardeais – que tinha segundas intenções -, após terem visto o tipo de reformista rígido que ele seria.
Eles decidiram que não o queriam e elegeram outro papa.
Assim, começou o Grande Cisma do Ocidente, que continuou até o século seguinte, produzindo dois e, por vezes, três demandantes do trono papal, cada um com suas próprias cortes e grupos de cardeais.
Poucos na Europa sabiam quem era o verdadeiro papa e havia santos em lados opostos da disputa.
Além do mais, como observa Dawson, o escândalo do papado de Avignon não fora eliminado; pelo contrário, era duplicado ou até triplicado, dependendo do número de cortes “papais” que existissem ao mesmo tempo.
No início do século XV, a situação deu sinais de melhora.

A Guerra dos Cem Anos terminou com Joana d’Arc ajudando a expulsar os ingleses e com a vitória dos franceses após a morte dela (os ingleses voltaram para casa, a fim de iniciar a Guerra das Rosas), e o Concílio de Basiléia finalmente acabou com o Cisma do Ocidente.
Alguns membros do concílio, no entanto, começaram a argumentar que, por terem resolvido o problema dos reis papas (ao escolher um deles), o concílio era agora a autoridade última da Igreja: essa foi a heresia do conciliarismo.
Demorou para que fosse eliminada. O Concílio de Basiléia também teve de lidar com o movimento herético que estava em curso na Boêmia, resultado das pregações do reformador João Huss, que, por sua vez, fora influenciado pela heresia do teólogo inglês John Wycliffe.
Não surpreende o fato de os papas seguintes, novamente em Roma e tentando retornar à normalidade, terem preferido lidar, em especial, com questões locais, particularmente a tentativa de recuperar e governar os territórios da Santa Sé, o que fazia parte da sua tarefa de líderes italianos.
Seduzidos pelas glórias da Alta Renascença e sua cultura mundana, eles queimaram críticos severos como Girolamo Savonarola, e mesmo com seus expendidos corpos diplomáticos não estavam tão conscientes quanto seus predecessores medievais a respeito do que estava sendo fermentado na Alemanha, Boêmia, Inglaterra e na própria Itália.
E quanto as condições dos leigos católicos na maioria da Europa, durante os anos anteriores à reforma?
Não é claro como a vida dos católicos foi afetada pelo Cisma do Oriente. Certamente, a liderança e os serviços sociais fornecidos pelas dioceses locais sofreram com o fato de que, durante muitas décadas, ninguém sabia com certeza quem era o verdadeiro papa.
Instituições paralelas eram por vezes montadas por requerentes rivais ao trono papal, mas a falta de unidade deve ter comprometido a operação eficiente de todas essas instituições de educação e bem-estar, que estavam entre as grandes conquistas estabelecidas pela Igreja.
Tal como no período negro do século X, os católicos na Europa pré-Reforma reclamavam da ignorância e imoralidade de muitos padres, da influência demasiada de autoridades políticas em assuntos da Igreja, da mundanidade de boa parte do alto clero (que estava apenas imitando alguns papas) e da falta de continuidade da reforma.
Para a maioria, as coisas não haviam chegado ao ponto em que estavam no século X, mas a crescente alfabetização e a invenção da máquina de impressão, na metade do século XIV, permitiram que a discórdia se espalhasse mais amplamente.
Enquanto isso, havia hereges individuais propagando seu próprio tipo de “reforma”, líderes políticos locais que desejavam controlar as finanças eclesiásticas e a tendência dos monarcas a se libertarem das restrições impostas pela Igreja (por vezes, de maneira abusiva, deve-se admitir) sobre suas ações.
Essas eram queixas constantes, como também as reclamações sobre os pesados dízimos e outras taxas que várias instituições da Igreja arrecadavam dos fiéis.
É possível que circunstâncias como a Peste Negra e as revoltas subseqüentes tenham, de fato, aumentado a necessidade da Igreja por dinheiro, a fim de atender à crescente demanda de serviços de bem-estar, mas isso não foi culpa da Igreja ou dos leigos.
A despeito de todos esses problemas, no período pré-Reforma ainda haviam santos, incluindo Santa Catarina de Sena, Santa Brigite da Suécia e o grande pregador São Vicente Ferrer. Se houve um santo para a época, foi Vicente.
Durante mais de vinte anos ele cruzou toda a Europa, pregando e lutando por almas. Chama a si mesmo de “o Anjo do Julgamento” e advertia que o fim do mundo viria caso as pessoas não se arrependessem de seus pecados. Muitos se converteram durante as suas pregações.
Nesse período, instituições da Igreja ainda cuidavam dos pobres e doentes e era quem mais educavam os mais jovens nas escolas.
Os sacramentos ainda eram ministrados por padres que, no geral, faziam seu trabalho adequadamente, mesmo que não fossem tão letrados quanto deveriam.
Pregadores de ordens monásticas ainda atuavam e, se trapaceiros eclesiásticos, como o Pardoner de Geoffrey Chaucer, tentavam vender indulgências e outros favores espirituais aos ingênuos, isso não era algo novo na História, que sempre teve e terá joio no meio do trigo.

A Igreja Primitiva era Católica ? ou era uma Cópia do atual Protestantismo ?

Santos Padres da Igreja Primitiva
É interessante notar como o Protestantismo alega ser o retorno às origens da fé, ao Verdadeiro Cristianismo, enfim o verdadeiro confessor da fé legítima dos Primeiros séculos.
Aliás, diga-se de passagem, se existe uma constante entre as religiões não-católicas é a chamada “teoria do resgate”.
A imensa maioria delas (a quase totalidade) afirma que o cristianismo primitivo foi puro e limpo de todo erro, mas que, com o tempo, os homens acabaram por perverter a verdade cristã, amontoando sobre ela uma enormidade de enganos.
O verdadeiro cristão, sob este prisma, seria aquele que, superando tais enganos, redescobre o “verdadeiro cristianismo’, com toda a sua pureza e singeleza.
Para estas religiões, o responsável pelos erros que se acumularam no decorrer dos séculos é, quase sempre, o catolicismo. Já a religião que “resgatou a verdade” varia de acordo com o gosto do freguês: luteranismo, calvinismo, pentecostalismo, espiritismo, etc.
De uma certa forma, mesmo as religiões esotéricas, a Teologia da Libertação, a maçonaria e (pasmen!) o próprio islamismo bebe desta “teoria do resgate”.

O motivo do universal acatamento desta “teoria” é o fato de que, para o homem, é muito difícil, diante dos ensinamentos de Jesus Cristo, e da santidade fulgurante dos primeiros cristãos, negar, seja a validade daqueles ensinamentos, seja a beleza desta santidade. Portanto, as pessoas precisam acreditar que, de uma certa forma, se vinculam a Jesus Cristo e às primeiras comunidades cristãs, ainda que não diretamente.
Mas igualmente, é muito difícil para o orgulho humano aceitar que este genuíno cristianismo existe, intocado, dentro do catolicismo.
Aceitá-lo, para todos os grupos não católicos, seria aceitar que estão errados e que, muitas vezes, combateram contra o verdadeiro cristianismo. Desta forma, a “teoria do resgate” é a maneira mais fácil para que um não-católico possa considerar-se um “verdadeiro discípulo de Cristo” sem ter que reconhecer os erros e heresias que professa.
O problema básico de todos estes grupos é que existem inúmeros escritos dos cristãos primitivos e, por meio de tais escritos é que alguém, afinal de contas, pode saber em que criam e em que não criam os cristãos primitivos.
E estes escritos são uma devastadora bomba a implodir todos os grupos que ousaram a se afastar da barca de Pedro. Eles solenemente atestam que o cristianismo primitivo permanece intacto dentro do catolicismo. Assim (ironia das ironias), os adeptos da “teoria do resgate”, freqüentemente, para defender o que julgam ser a fé dos cristãos primitivos, são obrigados a desconsiderar todo o legado destes primitivos cristãos.
O protestantismo é o mais solene exemplo de tudo o quanto acima dissemos.
Em nosso artigo “Como o protestantismo pode ser um retorno às origens da fé?”, já expusemos como o protestantismo não confessa a fé que os primeiros cristãos confessaram, fé esta que receberam dos Santos Apóstolos.
Quem estuda com seriedade as origens da fé e a história da Igreja, insistimos, sabe que a tão referida Igreja Primitiva, é na verdade a Igreja Católica dos primeiros séculos.
Neste presente artigo, gostaríamos de lançar a seguinte pergunta: teria sido o cristianismo primitivo uma união de confissões protestantes ou uma única confissão católica?
Sabemos que o Protestantismo ensina que todos os crentes em Jesus formam a Igreja de Cristo.
Desta forma, não interessa se o crente é da Assembléia de Deus, se é Luterano e etc; são crentes em Jesus e fazem parte da Igreja Invisível de Cristo, mesmo confessando doutrinas diferentes.
Curiosamente (e este é um paradoxo insuperável desta “eclesiologia” chã e rastaqüera), apenas os católicos é que não fazem parte deste “corpo invisível”, ainda que confessemos que Jesus Cristo é o Senhor do Universo.
O protestantismo, como percebe o leitor, é algo bastante curioso:
Aqui é importante que o leitor não confunda doutrina com disciplina. O fato de na Assembléia de Deus os homens sentarem em lugar distinto das mulheres em suas assembléias, e o fato dos Luteranos não adotarem esta prática, não é divergência de doutrina entre estas confissões, mas de disciplina.
A divergência de doutrina nota-se pelo fato dos primeiros não aceitarem o batismo infantil e os segundos aceitarem. Isto é para citar um exemplo.
A doutrina é a Verdade Revelada, é o núcleo da fé, é o que nunca pode mudar. A disciplina é a forma como a doutrina é vivida, e é o que pode mudar, desde que não fira a doutrina.
Uma análise completa de como seria o passado do Cristianismo se ele tivesse sido protestante exigiria a escrita de um livro. Então, neste artigo vamos apenas verificar a questão das resoluções tomadas pela Igreja Primitiva a fim de combater o erro, isto é, as heresias.
Ao longo da história, a Igreja se deparou com sérios problemas doutrinários. Muitos cristãos confessavam algo que não estava de acordo com a fé recebida pelos apóstolos.
A primeira heresia que a Igreja teve que combater a fim de conservar a reta fé foi a heresia judaizante.
Os primeiros convertidos á fé Cristã eram Judeus, que criam que a observância da Lei era necessária para a Salvação.
Quando os gentios (pagãos) se convertiam a Cristo, eram constrangidos por estes cristãos-judeus a observarem a Lei de Moisés. Os apóstolos se reúnem em Concílio para decidir o que deveria ser feito sobre esta questão.
Em At 15, o NT dá testemunho que os apóstolos acordaram que a Lei não deveria ser mais observada. E escreveram um decreto obrigando toda a Igreja a observar as disposições do Concílio.
Veja-se este Concílio de uma maneira mais pormenorizada. Haviam dois lados muito bem definidos em disputa, cada qual contando com um líder de enorme expressão. O primeiro destes lados era o já citado “partido dos judaizantes”,  que tinha, como sua cabeça, ninguém menos do que São Tiago, primo de Jesus Cristo e a quem foi dado o privilégio de ser Bispo da Igreja Mãe de Jerusalém. Contrário a este partido, havia o que advogava que, ao cristão, não se poderia impor a Lei de Moisés, visto que o sacrifício de Jesus Cristo era suficiente e bastante para a salvação de quem crê. Como cabeça deste grupo, estava São Paulo, o mais influente apóstolo de então, a quem Deus havia dado o privilégio de “visitar o terceiro céu”, e de conhecer coisas que, a nenhum outro ser humano, foi dado conhecer.
Dois grupos muito fortes, com líderes extremamente influentes. Realiza-se o Concílio num clima de muita discussão. Estavam em jogo a ortodoxia e a salvação da alma de todos nós. No concílio, foram estabelecidas duas coisas muito importantes, de naturezas diversas.
Em primeiro lugar, São Pedro afirmou que os cristãos não estavam obrigados à observância da lei, definindo um ponto de doutrina imutável e observado por todos os cristãos até hoje (At 15, 7-8).
Aliás, a liberdade cristã, vitoriosa neste Concílio, é o ponto de partida de toda a  teologia protestante. Não deixa de ser curioso o fato de que este núcleo teológico acatado por todos eles foi definido, solenemente, pelo primeiro Papa, muito embora eles afirmem que o Papa não tem poder para definir coisa alguma…
Pouco depois, São Tiago sugeriu, juntamente com a proibição de uniões ilegítimas, a adoção de normas pastorais (a saber: a abstinência de carne imolada aos ídolos, e de tudo o que por eles estivesse contaminado),o que foi aceito por todos e imposto aos cristãos.
Tais normas, hoje não são seguidas. Por que?
Nós católicos temos o argumento de que tais normas eram disciplinares e não doutrinárias, e que a Igreja Católica que foi a Igreja de ontem com o tempo as revogou; assim como uma mãe que aplica normas disciplinares a um filho quando é criança e não as utiliza mais quando o filho se torna um adulto.
E qual o argumento dos protestantes por não observarem tais normas. Não deixa de ser curioso o fato de que não existe uma revogação bíblica destas normas, e, portanto, os protestantes (adeptos da ?sola scriptura?) deveriam observá-las. No entanto, não as observam.
Revogaram-nas por conta própria. E, ainda por cima, nos acusam de “doutrinas antibíblicas”…
Nada mais antibíblico, dentro do tenebroso mundo da ?sola scriptura”, do que não seguir as normas de At 15, 19-21…
Bem, prossigamos. Este Concílio, portanto, foi exemplar por três motivos:
a) narra uma intervenção solene de São Pedro, acatada por todos e obedecida até pelos protestantes hodiernos, ilustrando a infalibilidade papal;
b) narra a instituição de uma norma de fé por todo o concílio (qual seja: a abstenção de uniões ilegítimas), igualmente seguida por todos até hoje, o que ilustra a infalibilidade conciliar;
c) narra a instituição de normas pastorais, que se impuseram aos cristãos e que deixaram, com o tempo de serem seguidas, muito embora constem da Bíblia sem jamais terem sido, biblicamente, revogadas (o que, por óbvio, não cabe dentro do “sola scriptura”).
Ao fim do Concílio, portanto, e de uma certa forma, os dois lados estavam profundamente desgostosos. Em primeiro lugar, o grupo dos judaizantes teve que aceitar a tese de São Paulo como sendo ortodoxa.
Afinal, São Pedro em pessoa o afirmara e, diante das palavras dele, a opinião de São Tiago não tinha lá grande importância. Como católicos que eram, curvaram-se, assim como o próprio São Tiago se curvou.
Imaginemos se fossem protestantes. Afirmariam que não há base escriturística para a afirmação de São Pedro.
Que, sem versículos bíblicos (do cânon de Jerusalém, ainda por cima!), não acatariam aquela solene definição dogmática. Que São Pedro, sendo uma mera “pedrinha”, não tinha poder de ligar e de desligar coisa nenhuma, muito embora Jesus houvesse dito que ele o tinha.
Afirmariam, ainda, que todos os cristãos são iguais, e que, portanto, São Tiago era tão confiável quanto São Pedro, pelo que a palavra deste não poderia prevalecer sobre a daquele, principalmente quando todas as Escrituras diziam o contrário.
Por fim, criariam uma nova Igreja. A Igreja do Apóstolo Tiago, verdadeiramente cristã, alheia aos erros do papado desde o princípio.
Imaginemos, agora, o lado dos discípulos de São Paulo. É verdade que sua tese saiu vitoriosa do Concílio, mas, em compensação, tiveram que acatar as normas pastorais de cunho nitidamente judaizante. Como bons católicos que eram, entenderam que a Igreja foi constituída pastora de nossas almas e que, portanto, tais normas eram de cumprimento obrigatório.
Imaginemos, agora, se fossem protestantes. Afirmariam que São Paulo teve uma “experiência pessoal” com Jesus e que, nesta experiência, o Senhor lhe dissera que ninguém deveria se preocupar com o que come ou com o que bebe.  Além disto, a experiência cristã é, eminentemente, espiritual e não pode sem conspurcada ou auxiliada por coisas tão baixas como a matéria (muitos protestantes, na mais pura linha gnóstica, têm horror a tudo o que é material). Portanto, este Concílio estava negando a verdade cristã, pelo que não se sentiriam obrigados a coisa alguma nele definida.
Acabariam, finalmente, fundando uma nova Igreja. A “Igreja Em Cristo, Somos Mais do que Livres”, ou “Igreja Deus é Liberdade.”
Este foi o primeiro concílio da Igreja. Realizado por volta do ano 59 d.C., e narrado na Bíblia. Portanto, é “cristianismo primitivo” para protestante nenhum botar defeito!
Neste ponto, perguntamos: os protestantes realizam concílios para resolverem divergências doutrinárias? Sabemos que não.
Então, como os protestantes podem avocar um pretenso retorno ao “cristianismo primitivo” se não resolvem suas pendências como os primitivos cristãos? Somente por aí já se percebe que a “teoria do resgate” não passa de uma desculpa de quem, orgulhosamente, não quer aderir à Verdade.
Portanto, se a Igreja Primitiva tivesse sido protestante, como defendem alguns, este concílio não se realizaria. Primeiro que não se incomodariam se alguns cristãos confessam algo diferente, pois para os protestantes, o que importa é a fé em Cristo.
A doutrina não importa, o que importa é a fé. Se você tem fé e foi batizado está salvo. Não é assim no protestantismo?
Em segundo lugar, supondo a realização do concílio, como já se viu acima, nem os cristãos judaizantes nem os discípulos de São Paulo não adotariam as disposições do Concílio em sua inteireza.
E então não haveria de forma alguma uma só fé na Igreja.
Verificamos que então que a fé primitiva não era protestante, era católica; por isto eles sabiam que deveriam obedecer a Igreja pois criam que Cristo a fundou para os guiar na Verdade (cf. 1Tm 3,15), assim como nós católicos cremos. Tanto é assim que, nos séculos que se seguiram, os “cristãos primitivos” continuaram resolvendo suas pendências doutrinárias segundo o modelo de At 15. Concílios ecumênicos e regionais se sucederam por toda a história da cristandade, sempre acatados e respeitados. Alguns deles (vá entender!) são acatados e respeitados até pelos protestantes.
Depois da heresia judaizante, a ortodoxia (reta doutirna) cristã teve que combater as seguintes heresias: gnosticismo, montanismo, sabelianismo, arianismo, pelagianismo, nestorianismo, monifisismo, iconoclatismo, catarismo, etc.
Percebemos hoje como muitas destas heresias se revitalizaram nas seitas protestantes, que, assim, embora aleguem um retorno ao “crsitianismo primitivo”, acabam por encampar doutrinas anematizadas por estes mesmos cristãos primitivos.
Como costumamos dizer, a coerência não é o forte do protestantismo…
O fato é que graças á realização dos Concílios Ecumênicos ou Regionais, graças aos decretos Papais, e à submissão dos primeiros cristãos aos ensinamentos do Magistério da Igreja, é que foi possível que houvesse uma só fé na Igreja antes do século XVI (antes da Reforma). Foi pelo fato da Igreja antiga ser Católica, que as palavras de São Paulo (“uma só fé” cf. Ef 4,5) puderam se cumprir.
Se a Igreja Antiga fosse protestante, simplesmente, o combate às heresias não teria acontecido, e com toda certeza nem saberíamos no que crer hoje. O mundo protestante só não e mais confuso porque recebeu da Igreja Católica a base de sua teologia.
Como ensinou São Paulo:
 “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (cf. 1Tm 3,15).
Foi assim para os primeiros cristãos e assim continua para nós católicos.
Assim como no passado, continuamos obedecendo aos apóstolos (hoje são os bispos da Igreja, legítimos sucessores dos apóstolos) pois continuamos crendo que Jesus fundou sua Igreja nos ensinar a Verdade através dela.
Se isto foi verdade no passado, necessariamente é verdade agora e continuará sendo sempre.
Estude as origens da fé, procure saber sobre os Escritos patrísticos e descubra a Verdade, assim como nós do Veritatis Splendor, que somos ex-protestantes (em sua maioria) descobrimos.
Não rotulem, conheçam, pois assim está escrito:”Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.
*Autores: Alessandro Lima * e Alexandre Semedo (Alessandro Lima: O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor).

Os tipos de Católicos mais comuns que encontramos na Igreja – Você Conhece ?



Tipos de católicos nocivos a igreja
-Católico Peter Pan: Aquele que não cresce nunca.
-Católico Fiscal: Só sabe Criticar e fiscalizar as ações da Igreja, mas não faz nada.
-Católico FANTÁSTICO:Só o vemos aos Domingos na missa e olhe lá.
-Católico Florzinha de Jesus:Qualquer probleminha com o padre ou com alguém, fica magoadinho(a) e sai da igreja, pastoral, ou Comunidade.
-Católico Agente secreto 007:Ninguém pode saber que ele é católico.Não usa cruz,escapulário,terço, e sempre diz que não é nem contra, ou a favor da Igreja, mas muito pelo contrário, entende ?…
-Católico Gabriela – Quer que os outros mudem, mas ele é sempre assim:Eu nasci assim,eu cresci assim e vou morrer assim.
-Católico Homem Aranha-Qualquer problema já está subindo pelas paredes.
-Católico Raimundo-Um pé na igreja e outro no mundo.
-CATÓLICO CARRINHO DE MÃO: Precisa ser empurrado para trabalhar, principalmente na igreja.
-CATÓLICO PIPOCA: Vive pulando daqui para ali; de igreja em igreja;de pastoral e pastoral, comunidade e comunidade , e não se firmam como membro de nenhuma.
-CATÓLICO DE TIETE OU DE CARTEIRINHA DE FÃ CLUBE: Acompanha o padre Artista onde ele for.



-CATÓLICO NASCER DO SOL – Só podemos contar com ele para um outro novo dia: Hoje num dá…amanhã…
-CATÓLICO DENOREX – Parece, mas não é : Diz que é Católico, mas acredita em Re-encarnação,Vive em terreiros de Umbanda,pratica o Exoterismo,é a favor do aborto, uso de camisinha,Uniões livres,e não aceita a autoridade da Igreja, o que vale é sua ACHOLOGIA, pois para este não importam o meios mas o fim: Ser feliz a qualquer custo.
-CATÓLICO KIKO DO CHAVES: não se mistura com a “gentalha”.
-CATÓLICO NOÉ: Nunca as coisas são com ele: ” Noé comigo irmão.”
-CATÓLICO DO CONTRA: Sempre arranja uma desculpa contrária para não colaborar.
-CATÓLICO ESCOSTEIRO: só aparece em época de acampamento.
-CATÓLICO KODAK –  Vive de revelação: O Senhor me revelou que…
-CATÓLICO COM DOM DE “CANTO”: Fica lá no canto da igreja encostado e não quer ajudar em nada.
-CATÓLICO MACHADO: Qualquer ideia ele já corta logo.

-CATÓLICO PROTESTANTE: Tá na Igreja Católica, mas é contra as Imagens,não honra Maria a mãe de Deus,não vai a uma procissão, não reza o terço, nas faz novenas,diz que adorar o Santíssimo(biscoito branco)é idolatria, prefere a reunião do grupo a ir a missa,e seu linguajar parece o de um protestante fanático: Só quer saber das bênçãos e Vitórias de Deus, e esquece o Deus das bençãos  e das Vitórias, e só vive repetindo: Ô glória !!!…Não quer servir a Deus, mas service de Deus.
Vejamos bem se em nossas comunidades já nos deparamos com situações semelhantes.
Ainda temos: O “católico IBGE” Porque só se descobre que é católico em questionários do Senso; O “católico INSS” Que acredita que a igreja é para os idosos; O “católico SOCIALITE” Pois só aparecem em ocasiões sociais, como casamentos, batizados, 1º Eucaristia, confirmação e enterros. O “católico DOENTE” (pensei que fosse doente pela igreja, assim como alguns são doentes pelos seus “times de futebol”, mas não); é aquele que só procura a igreja quando não tem mais jeito mesmo, está nas ultimas.O “católico POLITICO” Dá o ar da graça de quatro em quatro anos, faz promessas aos santos e ao povo e some. O “católico CELESTE” Porque vive olhando para o céu e não querem ouvir nem se preocupar com as coisas da terra.
O Último da lista, e o mais importante, diga-se de passagem, é o “católico CONSCIENTE” Estes se encantam em olhar a ascensão do Senhor, mas atendem ao mandamento de ir pelo mundo como testemunhas do evangelho, vivem a alegria do evangelho, levantam as mãos e dança com alegria como diz a canção, mas vivem a sua fé com os pés no chão e as mãos estendidas para o trabalho evangelizador. Quem vive sua fé somente com as mãos levantadas para o alto, com os olhos no céu, esqueceu que Jesus ajoelhou-se para lavar os pés dos amigos e nos enviou pelo mundo para testemunhar que somos seus discípulos.
Hoje um grito precisa ser dado em nossas comunidades: acordem, existe muita coisa a fazer na comunidade e neste mundo, por isso vivamos como discípulos de Jesus Cristo em toda parte.
Quantos dias por mês você é católico?
Ser Cristao no mundo de hoje É: “Ser o sal da terra e Luz do Mundo”.
É Ser fiel a vocação humana, e qual é a vocação do homem ?
Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, para viver com ele uma relação de amizade. É Ser fiel a Jesus Cristo,todos os cristãos deve ter esse encontro pessoal com Jesus, partir dele, com ele e para ele. Ele converteu pessoas ,devo fazer o mesmo com o exemplo, etc. Ele lutou por uma sociedade justa,lado social ;Jesus optou preferencialmente, e não exclusivamente pelos pobres, lado econômico;Jesus denunciou o apego,Lado politico;pregou o serviço, bem comum.
Lado cultural :Jesus falou a linguagem do povo. Lado religioso :foi judeu piedoso, condenou a religiosidade fingida, hipocrisia.
A vocação humana é Ser Fiel à igreja como mistério,fundada por Jesus cristo (Mateus 16,18),Igreja como povo de Deus,aberta a acolher aos novos que chegam, e atentos aos sinais dos tempos. Igreja como corpo Visível de cristo:Na qual inserimos pelo batismo, compromisso. Igreja apostólica:fundada na fé e ensino dos Apóstolos.
Igreja santa e meretrix:Pois é  feita de pessoas humanas, mas conduzida pela ação do Espirito Santo.
Refletindo e observando bastante a juventude e as outras massas (idade) de católicos, resolvi escrever um post sobre os diferentes tipos de católicos existentes e com destaques a alguns tipos peculiares  à lista acima postada.
Não vou discriminar os corretos e nem os errados, mas vou enumerá-los e mostrar suas características somente para uma profunda reflexão de onde estamos, e como está a nossa fé.
Primeiramente gostaria de falar do “CATÓLICO DINOSSAURO”
Normalmente é aquele tipo de pessoa que vive a muito tempo em cargos na paróquia. Está quase todo dia religiosamente na paróquia, ou não. Possui quadro de destaque. Uns são amáveis, outros não. Alguns são acolhedores, estão dispostos a aumentar a messe da Igreja, já outros se sentem pressionados com a chegada de novas pessoas dispostas a servir na paróquia, com medo de perderem o “poder”.
Na grande maioria, os “dinossauros” são ignorantes em doutrina, procuram fazer tudo usando o “jeitinho brasileiro” e como consequência, acabam atrapalhando a fé de outras pessoas menos desprovidas de contato com a Sã Doutrina.
“CATÓLICOS CHEIOS DE FOGO”
A principal característica é sempre o sorriso no rosto. Usam frases a todo momento como : “Jesus te ama”, “ô glória”, “Deus tem um propósito na sua vida”, “Jesus está me dizendo que…”Gostam de fazer lual, cantar e cantar e muitas das vezes, em Missas de adeptos da Renovação Carismática, bagunçam a liturgia pensando que estão em grupos de oração.
Porém, verdade seja dita, para não ser genérico e injusto,existem aqueles que possuem essas características, mas têm o pé mais no chão, preferem o silêncio nas missas, obedecem e a Liturgia, sabem o momento certo de orar com fogo do Espírito Santo, ou seja, num grupo de oração, e, procuram conhecer realmente a Sã Doutrina, e a Liturgia da Igreja pós Conciliar.
“CATÓLICO RELATIVISTA”
Em muitas das vezes é aquele que frequentemente está nas Missas, servem a paróquia nas suas necessidades, mas têm um pensamento diferente do que a Igreja prega.Essas pessoas ditam o que é pecado pra elas mesmas, geralmente não são obedientes e nem querem obedecer a Sã Doutrina, e ainda por cima, ficam colocando idéias erradas na cabeça do povo.
É bem assim que funciona:
“Eu sou muito católico, mas eu não concordo que os sacerdotes tem que ser celibatários”
“Eu rezo o terço todo dia, mas eu acredito que o aborto deveria ser aprovado”
“Sou muito fiel a Sã Doutrina, mas escuto thê thê rê thê, ai se eu te pego, e freqüento lugares que promovem essas músicas, afinal, a vida é pra se curtir”.
“Pra quê se confessar?, eu não roubei, não matei”
“E quando pior é próprio sacerdote que pensa assim: Sim, eu sou sacerdote, mas não quero usar hábito, ou clergyman , não tenho tempo para confessar ninguém, falo pra todo mundo se converter, mas é muito desgastante pra mim ouvir confissões”

“CATÓLICO TRADICIONALISTA”
Geralmente são muito rígidos com a Sã Doutrina, mas querem ser mais que o Papa. Não concordam com o Concílio Vaticano II em nenhuma espécie, falam mal do Papa de forma feroz e não estão abertos ao dialógo. Criminalizam a Missa Nova de Paulo VI (que celebramos hoje) e só aprovam a Missa Tridentina.
Fazem até certo um bem em questão doutrinária, mas pecam no diálogo, apegando-se a um tradicionalismo desagregado ao magistério da Igreja de sempre.
“CATÓLICO CONSERVADOR”
Esse aí da foto é o Padre Paulo Ricardo, sacerdote conservador, usa o hábito, quer obedecer a Igreja.As características do católico conservador são ligadas com todos os tipos de católicos que mostrei acima, mas ao contrário deles, são mais coerentes. São pecadores, afinal quem não é? Mesmo sendo pecadores, sabem muito bem o que é pecado e sabem do que precisam para se manter na Graça de Deus.


Eles filtram muito bem tudo aquilo que é ensinado por sacerdotes e leigos, e vêem se esses ensinamentos são baseados na Sã Doutrina. Geralmente estudam muito os ensinamentos da Igreja e procuram viver tudo aquilo que é proposto pela Igreja. São bastante ativos na internet, mas não conseguem ser tão ativos nas suas paróquias devido a mentalidade dos “dinossauros maus” e “relativistas”.


São muito perseguidos por quererem ser retos e obedientes e, se a pessoa não estiver com disciplina na oração e na freqüência dos sacramentos, geralmente deixam de abraçar a Cruz de Cristo.
CATÓLICO: “A ESPERA DE UM MILAGRE”
A característica deles vem do protestantismo. Tem muito anseio por milagres que envolvem coisas materiais, profissão, cura de doenças (dor na unha, coluna) e etc. Mas não podemos generalizar, pois existem os mais centrados quem procuram milagres não só materiais, mas espirituais. Pedem dons de sabedoria, humildade, castidade e abraçam a cruz se precisar abraçar.
“CATÓLICO QUE FOGE DA CRUZ”

Esse tipo de católico se parece um pouco com o católico relativista, alguma parte do católico cheio de fogo e do que espera milagres.Procuram a religião unicamente para se livrar dos problemas, não só pedem, mas determinam que Jesus faça um milagre na sua vida profissional, saúde e etc.


Quando a cruz chega, geralmente perde a fé pois pensa que o paraíso é aqui na Terra. São bastante sentimentalistas, escolhem a fé que quer seguir, constroem suas verdades e em seu egoísmo idolatram a si próprios, pois só querem o Venha a nós o vosso reino, e que seja feita na sua, mas a minha vontade.
CATÓLICO SINCRETISTA , OU EXOTÉRICO:

É aquele tipo de católico que quer juntar todas as religiões num rito só. Eles sentem muita “peninha” dos protestantes, dos espíritas, dos adeptos da umbanda e etc.Pra eles, respeito à outras religiões é unir tudo fazendo uma farofada de doutrina, em um covarde e condenável Irenismo.
Um exemplo clássico que acontece no Brasil, é trazer músicas protestantes para a Liturgia, convidar outras religiões e tirar o sentido do cristianismo.
Respeito à religião alheia é uma coisa, trazer elementos de outras religiões que são opostas a nossa fé para agradar os outros é totalmente diferente.
CATÓLICO OU “CAÓTICO”?
Dizem que no Brasil – mas não é só no Brasil, não! – muitos católicos adotam um cristianismo original. Em vez de: católico-apostólico-romano, passa a ser: caótico-apostático-romântico … E bote isso tanto no masculino como no feminino!
Comecemos pelo “católico-caótico”. A palavra “católico” é um adjetivo da língua grega que, no masculino, feminino e gênero neutro corresponde respectivamente a: katolikós, katoliká, katolikón.
O significado de católico é: universal. Quer indicar que o cristianismo deve ser universal, abranger todos os povos de toda a terra e de todos os tempos. O Evangelho é universal, é para todos. No caso, o substantivo é: cristão; católico é adjetivo, que poderia ser substituído por “universal”; mas, ficaria um tanto pernóstico dizer: “sou cristão universalll”… E por isso, ficamos com o adjetivo “católico” mesmo, querendo dizer “universal”. Entendido?
Pois bem. Mas, em nossa querida Pátria e alhures, o cristão em vez de ser “católico”, isto é, aceitar todo o Evangelho, a Igreja-Hoje, o tal cristão-“caótico” faz uma misturança de tudo e faz uma religião das suas conveniências, catando aqui e ali meias verdades e … bota tudo no “liquidificador” do seu egoísmo e da sua ignorância, aperta o botão das suas conveniências, e … dá aquela mistura caótica de católico-umbandista-cientificista-espiritualista-esotérico-maçonista e… diabo-a-quatro. E depois se mete a discutir religião sem entender bulhufas.
A Fé desse cristão caótico fica na periferia. E, no fundo mesmo, ele não quer é se comprometer com as dimensões da Fé: a dimensão pessoal da consciência limpa, a dimensão social da Justiça, a dimensão Política do compromisso com a ética do bem-comum; e, por aí afora. O cristão caótico cria um caos entre Fé e Vida, entre Fé e as realidades temporais onde ele deve atuar.
O “caótico” cria uma religião liberalóide, à imagem e semelhança de suas idéias e gostos. Assim é fácil, não? …
APOSTÓLICO OU “APOSTÁTICO”?
Outro tipo de católico original, mas muito comum, é o que afirma, nos recenseamentos, ser católico-apostólico, mas, em vez de “apostólico”, ele é “apostático”.
Sem querer fazer muita apologética nem muita discussão sobre o assunto, é fácil verificar qual é a verdadeira religião cristã (universal = católica), a que vem desde os tempos dos apóstolos, do tempo de Cristo, portanto. É só ver nos Evangelhos como Jesus quis sua Igreja como sinal do Reino. E logo constataremos que Jesus quis, nessa Igreja, u ma autoridade que fosse a pedra fundamental, garantia da unidade. E sabemos que ele colocou Pedro como a primeira autoridade, que depois vai tomando o nome de papa (pai).
Está clara, nos Evangelhos, a indicação do Apóstolo Pedro como o primeiro chefe. E como essa Igreja deveria perdurar e continuar através dos séculos, vemos, na história da Igreja, que vieram Uno, Cleto, Clemente … até o nosso atual Papa. Então esta será, claro, a Igreja Apostólica, a Igreja que o Cristo quis … apesar de todas as misérias acontecidas com a necessidade de contínuas reformas na parte humana da Igreja.
Pois bem. O nosso católico “apostático”, em vez de ficar com essa Igreja, ele vai “apostando”, como o “caótico”, num sincretismo reli¬gioso, numa mistura de religiões ou fantasias religiosas, superstições e “etceterões” que não podem caber num “mesmo saco”, numa mesma vida…
Assim, de manhã, o “apostático” aposta na missa. Ao meio dia, aposta no horóscopo (alguns jornalistas-horoscopistas disseram-me como fazem quando “falta assunto”: pegam horóscopos de uns anos atrás e recopiam com algumas mudanças e publicam o “horóscopo do dia”…). E à noite, em que “aposta” o nosso “apostático”? No terreiro, saracoteando e requebrando-se na macumba, ou nas mesas brancas dos espíritas.
E assim vai ele, pela vida, “apostando”, até que acaba é apostatando mesmo, sem eira nem beira, sem convicção cristã nenhuma, sem compromisso com a Fé. Uma religião na base da emoção, da fantasia, sem firmeza histórica, sem firmeza evangélica, sem firmeza da Fé. Apostando no que lhe convém no momento… Nem cristão, nem católico, nem apostólico, mas: “apostático”…
ROMANO OU “ROMÂNTICO”?
Vimos os dois tipos de cristãos batizados e crismados com os quais o Espírito Santo da Crisma não terá chance nenhuma de contar para o testemunho da Fé. São os católicos “caóticos” e os “apostáticos”.
Mas há um 3º espécimen, muito caracterizado e muito comum entre eles e entre elas… É o chamado cristão-católico “romântico”: “ái Jésúis!” E como os há, por aí afora… Dizemos “romântico” em oposição a romano; isto é, sem a adesão incondicional à Igreja de Jesus Cristo, desde os inícios sediada em Roma.
“Romano” só porque, desde Pedro, os 263 Papas sediaram-se em Roma.
“Romântico” é o católico superficial, que tem as emoções como termômetro da Fé; o que se apega às periferias da religião, sem convic¬ções profundas, e que age ao sabor do “gosto não-gosto”. Neles e nelas não é a firmeza da Fé, a constância da Esperança nem a fidelidade do Amor que orientam a vida, mas sim, os “gostinhos” e preferências da ocasião, da “moda”.
“Romântico” é o católico que não perde a procissão do Senhor Morto e faz questão fechada de depositar seu ósculo no esquife do Senhor Morto… Mas foge, na vidado dia-a-dia, de “beijar” o Senhor vivo do Evangelho, o Cristo da justiça, do amor ao irmão, do perdão. É fácil beijar um “Senhor Morto” de madeira, de pedra, de gesso: quero ver é você beijar o Cristo do Evangelho, quando exige tomadas de posição na caminhada da Igreja, na justiça etc., etc.
Católica “romântica” é aquela que me dizia: “Ah! padre, o dia da 1.a comunhão de minha filha, quero que fique ‘indelééévvelll’… na minha vida…” Mas, ela mesma nem “limpou a cocheira” dos pecados para poder comungar com a filhinha…
“Romântico” é o cristão que lê o Evangelho, concordando com umas coisas que Jesus disse e não con¬cordando com outras que o mesmo Jesus disse… “Eu acho… eu não acho… ” como se cristianismo fosse “achismo” … E, por aí afora, meus amigos, quantos cristãos e cristãs romântico (a)s”, não? E onde fica o Batismo dessa gente, onde fica a Crisma com o Espírito Santo exigindo uma vida coerente com o Evangelho, com a Igreja e não com os caprichos de cada um?
Pergunta para reflexão final:
“Que tipo de CATÓLICO você é? E qual deveria verdadeiramente ser ?”